10 de maio de 2018

MÉTODO MONTESSORI: COMO FAZER O POTE DA CALMA (CALMING JAR)


Calming Jar, em livre tradução, o vidro ou o pote da calma, um instrumento inspirado no método Maria Montessoriusado para acalmar as crianças depois de um choro ou de uma briga.

Em especial o instrumento ajudaria as crianças a ficarem tranquilas para conseguirem escutar o que os pais ou os professores têm a dizer. O pote da calma é utilizado nosmomentos em que as crianças precisam de alguns minutos para se acalmarem.

vidro da calma tem glitter colorido e basta agitá-lo para criar um pouco de “magia”. O efeito chamaria a atenção da criança que, atraída pelo brilho, se volta para o momento presente.
É como ensinar as crianças a respirarem fundo nos momentos em que elas precisam ficar calmas para tentarem explicar suas tristezas, frustrações ou raivas, o que é muito difícil para elas.
Há muitas variações para a preparação do Calming Jar e nós escolhemos uma versão bem simples:

Você vai precisar de:

  • 1 pote de vidro com tampa
  • 1-2 colheres de sopa de cola glitter
  • 3-4 colheres de chá de purpurina
  • 1 gota de corante alimentar
  • Água quente

Como fazer:

A quantidade de água a ser utilizada varia de acordo com a capacidade do pote. Leve em consideração que você deve deixar um espaço vazio na parte superior do vidro, para poder agitar o seu conteúdo.
Despeje no vidro a água quente e a cola glitter. Mexa com muita paciência para que o glitter da cola se desmanche na água. Adicione a purpurina e misture novamente. Adicione uma gota de corante alimentar e feche bem a tampa do pote.
Azul é a cor que mais inspira a calma.


Fonte: https://www.greenme.com.br/

5 de maio de 2018

10 ITENS INDISPENSÁVEIS PARA TER SUCESSO NA AMAMENTAÇÃO

Muito se fala sobre a importância da amamentação. De fato, o leite materno é o melhor alimento para um bebê recém-nascido, e a amamentação exclusiva uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em texto irônico sobre o tema, Mariana Sá fala sobre o que é indispensável para que uma mãe amamente com sucesso. "Mandamos uma caixa para as mães blogueiras: dentro dela, vários “produtos” essenciais para a amamentação. esperamos que role uma notinha!", escreveu ela.
O texto faz uma crítica ao mercado de produtos relacionados à amamentação e deixa um recado muito importante para todas as mães: o fundamental para que uma mãe amamente não está nas prateleiras de nenhuma loja, e nem em campanhas publicitárias.
"A indústria vem desenvolvendo deste o século 20 diversos itens que podem contribuir para o bem-estar materno-infantil, mas precisamos ter a convicção de que a ausência deles não é capaz de inviabilizar a amamentação", alerta Mariana no texto.

Afinal, o que uma mãe que deseja oferecer o melhor alimento para seu filho precisa pra amamentar? Confira a seguir: 
1. Bebê: a primeira coisa que precisamos fazer para amamentar bem é entender que o recém-nascido é um ser humano íntegro, ele é pequeno, mas é um ser humano completo, e por isso tem necessidades muito parecidas com as nossas – alimento, conforto térmico, higiene, sono, aconchego, segurança, carinho, etc – e só conta com três recursos para conseguir atendê-las: instinto, fofura e choro. Entregue-se ao seu instinto para compreender o instinto de sobrevivência do seu filho: o diálogo entre vocês será pleno. Entenda que o bebê, assim como no útero, tem demandas imediatas para mamar. Com fome, com sede ou com necessidades de ordens não fisiológicas, o bebê amamentado em livre demanda, ou seja, a todo momento que demonstra o menor sinal de vontade, seja pelo choro ou outra forma de comunicação, tem muito mais chances de seguir mamando meses a fio. Mergulhe na fofura do seu bebê e permita-se atender aos seus gracejos sem pensar que num primeiro momento sua função é educá-lo. Esquecemos primariamente que antes de tarefa de educar deve estar a tarefa de criar os filhos. Bebês não são educáveis, precisam por muito tempo de criação. Os “nãos” podem esperar. Para um bebê só se diz ‘sim’. Ele precisa ser atendido nas suas demandas: cada choro é um pedido de ajuda, cada choro é uma mensagem. Choro de bebê não é birra, é necessidade.
2. Colo: é a segunda coisa que você precisa para amamentar bem. Ficar com seu bebê no colo o máximo de tempo possível. A pele/o tato, o olfato e o paladar estão super ativos e é por meio deles que o bebê entende o mundo. Além de fortalecer o vínculo e de melhorar a comunicação, estar com o bebê no colo envia ao cérebro estímulos para viabilizar a produção de leite materno. A comunicação pele com pele é poderosa! Permita-se acolher seu bebê sempre que ele pedir, atenda-o antes que se desesperem: bebês não podem esperar e o colo é o lugar deles.
3. Sucção: este é um item que não pode faltar no kit de aleitamento. O bebê conhece o mundo primeiro pela boca, o reflexo de sucção vem “de fábrica” e é extremamente importante para a sua sobrevivência. A boca é composta de músculos que são muito poderosos nos primeiros meses de vida. E a sucção é fundamental para gerar no corpo da mãe o estímulo para produção de leite. Quanto mais o bebê suga, mais leite é produzido. Deixe seu bebê sugar seu seio todas as vezes que ele sentir vontade: bebê acoplado ao peito é produção garantida. Nosso kit leva também um pequeno guia da boa pega. A pega, o jeito que o bebê suga o peito, é uma das mais poderosas ferramentas para o sucesso da amamentação. Infelizmente, afastadas de nossas culturas ancestrais, muitas vezes sem apoio profissional especializado, e com outros brindes de outras caixas que não priorizam a amamentação (como chupetas e mamadeiras) prejudicamos irreversivelmente a pega e a sucção. E portanto, a produção de leite e a amamentação como um todo.
4. Água e boa alimentação: a ingestão de líquidos e de alimentos de boa qualidade é fundamental para a boa produção de leite e para a manutenção da saúde da mulher. Quando melhor e mais variada a alimentação, melhor a qualidade e mais rico é o leite. Uma das vantagens do leite materno é sabor/aroma que pode variar sutilmente a depender da alimentação da mulher, o que enriquece o repertório do bebê.
5. Descanso: uma mulher cansada e estressada dificilmente irá ter fibra para encarar com tranquilidade o desafio de superar as dificuldades, de encarar as frustrações, de estabelecer um vínculo com seu bebê ou de entender os motivos por que o bebê fica chorando e encontrar soluções (e se conseguir vai estar esgotada e com legitimidade de requerer a capa da mulher maravilha). O início da amamentação é um voo sujeito à turbulências: a calma, a respiração e a serenidade obtidas pelo descanso pelo menos quando o bebê dorme é de fundamental importância para o sucesso.
6. Apoio familiar: amamentar é um ato que pode ser mais difícil que o esperado pela mãe e deve estar acompanhado de apoio da família para que a mulher consiga ser bem sucedida. Como dissemos acima, o bebê precisa ser a prioridade da mãe que nos primeiros meses vai viver com o bebê no colo. Uma mulher com um bebê no colo precisa de estar alimentada e descansada. Não é a toa que os antigos recomendavam um resguardo mais longo do que o que vivemos hoje em dia: é impossível (e até indesejável) que uma puérpera desempenhe com perfeição todas as tarefas que fazia antes de ter filhos. Por isso é importante ter com quem dividir ou mesmo delegar as atividades de cuidado com a casa, com os outros filhos e com ela mesma. Um companheiro ou familiares que a compreendam e a apoiem são fundamentais.
7. Apoio profissional: uma mãe precisa ter ao seu lado profissionais que não estejam preocupados com curvas de crescimento, números mostrados em balanças e outras estatísticas. O profissional de saúde que acompanha a mãe e o bebê após o parto deve se ocupar em observar o bebê e a mãe, a pega, o vínculo, a saúde e o bem-estar materno. Um pediatra que se preza só recomenda complementação em casos extremos e depois que diversas medidas tenham sido fracassadas. Mais olho na mãe, menos olho na curva de crescimento: se a mãe estiver bem, apoiada e encorajada, o leite flui.
8Incentivo: um companheiro que acompanha, avós que encorajam, amigos que compreendem. O meio social em que uma puépera está imersa deve ser aquele que encoraja e não julga a mulher. Amigos que a defendam de olhares críticos, de julgamentos e de palpites são importantes numa sociedade em que chupeta e mamadeira parece mais natural que uma teta de fora, que leite de vaca modificado parece mais “bonito” que o leite feito pela mãe especialmente para o seu bebê.
9. Uma turma: Conhecer outras mães que amamentam é um alento: o puerpério é um período em que a mulher se sente muito sozinha. Muitas vezes tem a sensação que é a primeira e a única a viver aquelas sensações. Encontrar sua turma e ser acolhida pode dar uma deliciosa sensação de que tem mais gente no mesmo barco. A troca de experiências presencial ou mesmo virtual pode ser consoladora. Procure rodas de gestantes, busque eventos de bebês na sua cidade, vá na praça do bairro. Entre em grupos de internet que tenham a amamentação como tema e beneficie-se das ajudas recebidas. Logo logo será você quem estará ajudando!
10. Cultura da amamentação: superar os mitos criados pela propaganda de leite de vaca, o nojo dos fluidos do corpo, os constrangimentos com o seio que alimenta para recriarmos em nós pessoas urbanas e civilizadas uma naturalidade autêntica e uma autonomia individual. A mãe que amamenta não precisa de olhares tortos, de julgamentos e de observações idiotas. A sociedade que prioriza o bem-estar coletivo não pode ser conivente com a cultura da mamadeira, da chupeta e do leite de lata. Não se trata de condenar quem não pôde (ou não quer) amamentar, mas de deixar de ser desagradável com quem consegue. Precisamos usar o próximo retorno para voltar a um momento em que as crianças recebiam o melhor alimento e suas mães não eram constrangidas por isso, sem a necessidade de constranger quem não o faz (por falta de capacidade ou de vontade). Mães e bebês precisam ser apoiadas em suas decisões e de olhares amorosos em direção a elas.

MILC

O Milc é um movimento formado por mães, pais e cidadãos comprometidos com uma infância livre de comunicação mercadológica dirigida a crianças. O MILC quer fomentar o debate sobre a influência das relações comerciais na educação das crianças.
Fonte: https://lunetas.com.br/

26 de abril de 2018

Síndrome mão-pé-boca: sintomas, tratamentos e causas

O que é Síndrome mão-pé-boca?

A síndrome mão-pé-boca é transmitida pelo enterovírus 71, também chamado de vírus cosxackie, da família das enteroviroses. A síndrome leva esse nome, pois a sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, mãos e interior da garganta.

Causas

O enterovírus 71 espalha-se facilmente por meio de tosse, espirros e saliva, mas também pode ser transmitido pelo contato com fezes infectadas.

Fatores de risco

A síndrome mão-pé-boca afeta principalmente crianças, mas também pode atingir adultos que entram em contato com a mucosa ou fraldas de uma criança infectada. Sua incidência pode aumentar até 20% no outono e no inverno, por conta da imunidade ficar mais baixa no período.

Sintomas de Síndrome mão-pé-boca

Os primeiros sintomas da síndrome mão-pé-boca são febre de 38 a 39 graus e dores de garganta. Após dois dias, aparecem lesões (feridas avermelhadas) na região dos pés, mãos e interior da garganta, que podem ou não se espalhar para as coxas e nádegas. Em alguns casos a criança não apresenta sintomas aparentes.
Se o quadro for mais grave, as lesões podem se transformar em pústulas ou bolhas, que estouram depois de seis dias. Por conta das lesões no fundo da garganta, o paciente também sente dificuldade de engolir líquidos ou alimentos.

Diagnóstico de Síndrome mão-pé-boca

Na maioria dos casos, apenas uma análise das feridas já é suficiente para que a síndrome mão-pé-boca seja identificada. Se houver dúvidas, o médico poderá pedir um exame de sangue sorológico. O enterovírus 71 também pode ser identificado por um exame de fezes.

Tratamento de Síndrome mão-pé-boca

A síndrome mão-pé-boca é tratada com medicamentos anti-inflamatórios ou, se o quadro for grave, medicamentos antivirais. É importante oferecer ao paciente muito líquido, de preferência em temperatura baixa, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, ácidos ou condimentados – que podem acentuar as dores na garganta.
Em geral, a síndrome mão-pé-boca desaparece sozinha dentro de cinco e sete dias. Após a melhora dos sintomas, o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, não sendo contaminado novamente.

Complicações possíveis

Por conta da dificuldade de engolir, a criança pode ficar muito tempo ingerindo poucas quantidades de líquidos, podendo sofrer uma desidratação. Nesse caso, há a necessidade de internação para que o paciente receba soro fisiológico.
Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo

24 de abril de 2018

AMO MEU FILHO,MAS ODEIO SER MÃE

"Amo meu filho,mas odeio ser mãe",confira relatos de mulheres que tem aversão à maternidade.


A linha não é nada tênue. Na verdade, são dois extremos: elas amam incondicionalmente seus filhos, mas, ao mesmo tempo, odeiam ser mães. Sofrem discriminação, porém, não mentem e pedem compreensão, empatia e principalmente: a desmistificação da maternidade. 

Karen Cardoso é jornalista e há aproximadamente quatro anos, viu sua vida mudar completamente. Antes, acostumada com viagens, inclusive internacionais e diversão a qualquer hora, ela se viu fazendo mamadeiras, trocando fraldas e passando noites em claro ao cuidar da filha, Maria Flor. “A minha liberdade foi cerceada pela circunstância, dificultando até mesmo a aceitação inicial da minha gravidez. Isso, raras pessoas quiseram saber a respeito, afinal, na cabeça delas é assim:

“Se foi bom fazer, tem que ser bom criar” e as coisas não são bem assim. Eu não cometi um crime, foi um erro e o jeito que elas colocavam, dificultava ainda mais eu querer aquele serzinho que estava na minha barriga”, conta. “Não nascemos mãe, nos tornamos. Uma função da vida, que a única diferença de um emprego é que se você abrir mão, é condenada. O pensamento imposto pela sociedade é que, não há como deixar de estar mãe na vida e isso vem desde a criminalização do aborto, até a mulher dar o filho pra adoção, ou deixar com alguém da família que tem mais condição de criar. A função mãe, essa profissão, não, eu não gosto. Para mim, a obrigação de criar alguém é completamente desgastante, injusta e principalmente porque é algo que você nunca faz por conta própria, tem sempre alguém para falar que você está errada, e até mesmo que não é boa mãe”, afirma.

Ainda, na opinião de Karen, alguns pontos devem ser desmistificados na maternidade e isso ajudaria as pessoas a compreenderem. “Primeiro, o fato de acharem que não somos mais seres humanos e que deixamos de ter necessidades e vontades. Na verdade, temos ainda mais, pois, ficamos mais carentes, cansadas e necessitadas de apoio tanto no âmbito financeiro, sentimental e até mesmo sexual. Percebo muito isso quando viajo sem minha filha, vou a alguma festa, ou até mesmo quando posto fotos sem ela: as pessoas comentam, direta ou indiretamente, como se eu realmente só pudesse viver em função da maternidade. Em segundo lugar, é parar de romantizá-la. 

Ela é sim legal e muitas mulheres amam isso, mas outras nem tanto e mais outras tantas não gostam de maneira nenhuma. E daí? Qual o problema disso? Não quer dizer que eu não ame minha filha ou que eu não saiba cuidar dela. E por último, é acharem que deve-se ditar regras sobre a gestação, qual o parto escolher, dar palpite no nome do bebê, dar opinião sobre a alimentação da criança, no que ela veste, quando ela vai pra escola, se babá é uma boa opção ou não, quanto tempo vai amamentar. Tudo isso tem que ser determinado pela mãe, se ela pedir opinião e ajuda, seja solícito, caso contrário, não se meta”, completa.

O preconceito com mulheres que se sentem assim está em todos os lados. A estudante Kellwya Machado, mãe de Katarina de um ano e oito meses, sente a falta de compreensão vinda até mesmo da própria família. “Ninguém parece entender o que é não querer ser mãe e ter que ser mãe. Não julgo e acho lindo quem sempre quis ser e se desdobra para poder organizar tudo e agradar os filhos, mas eu não sou assim e não me vejo sendo assim”, desabafa. O desconforto pela situação começou logo depois do nascimento. “Ela chorava muito, principalmente por causa das cólicas e aquilo me irritava bastante. Eu chegava a deixá-la chorando e ia pra outro lugar em que eu pudesse me sentir "melhor" para voltar a ficar perto dela, enquanto minha mãe tentava acamá-la. Hoje, também no dia a dia, dar banho, arrumar comida, mamadeira, essas coisas, tenho preguiça por mim mesma e não consigo fazer muito, nesse ponto, por ela’’. 

Apesar de hoje já ter se acostumado à situação, Kellwya já passou por momentos extremamente difíceis. “Durante o puerpério eu até pensei em doá-la para uma amiga tinha acabado de perder sua bebê, aos 14 dias de nascida. Conversava com ela, as duas aos prantos, eu dizia que eu não estava conseguindo lidar com tudo e que, se eu pudesse, trocaria de lugar com ela ou até mesmo, daria minha filha a ela. Hoje paro pra pensar e vejo que foi um absurdo, porque a Kat é minha razão de viver e fico com peso na consciência de ter dito essas coisas pra uma mãe que perdeu a sua estrelinha”.

Uma terceira mãe, que pediu para não ser identificada, pois, acredita que o ex-marido está à procura de motivos para prejudicá-la, atribui o fato de se sentir assim à falta de apoio paterno e também porque é julgada por vários motivos. “Percebi que as pessoas cobram da mãe de uma forma diferente que cobram do pai. Desde grávida, todos me perguntam quem ele é, mas nunca o porquê de ter desaparecido e enfatizavam o quanto eu sou irresponsável por ter engravidado. Sou muito cobrada,  sempre há alguém para dizer que estou fazendo algo errado. Nunca nos oferecem ajuda e até amigos próximos se afastam. As vezes quero simplesmente dormir o dia todo e sou reprimida por isso, mesmo nos dias em que minha filha está com o pai”, diz.

De acordo com a psicóloga Gabriella Lara, é possível não gostar da maternidade e simultaneamente amar o seu principal objeto, que é o filho. “Ser mãe não está unicamente ligado ao amor, mas sim, às mudanças físicas, hormonais e sociais e isso provoca medo, angústia e dificuldades. Desta forma, as crises existenciais sobre “como eu serei mãe e mulher ao mesmo tempo?” podem ser frequentes. Existe uma cobrança interna e externa e o peso da mãe ter que demonstrar que é a “Mulher Maravilha” acaba abalando de alguma forma. A maioria passa por este processo de amor e ódio, porém, poucas se permitem sentir o segundo, reprimindo-o por acharem que isso irá interferir no amor, o que não é verdade. Portanto, é importante que a mãe deixe espaço aberto aos sentimentos que precisam ser vivenciados, amando os filhos, mas, acima de tudo, respeitando o ser humano que é”. 

A aversão à maternidade não deve ser negligenciada, mas sim, tratada para que não interfira na saúde da mãe e consequentemente, no bem estar dos filhos. “Lembro-me de uma passagem que diz assim (inclusive, é uma instrução nos aviões antes de decolar): “Passageiros viajando com crianças ou alguém que necessite de ajuda deverão colocar suas máscaras de oxigênio primeiro, para em seguida, auxiliá-los”. Isso faz alusão ao fato de que, se você não estiver bem, não poderá ajudar o outro, ou seja, uma super-mãe é aquela que se cuida para que possa fazer o mesmo pelo seu filho”, explica a psicóloga.

Mas, veja a surpresa: todas as entrevistadas, ao serem questionadas se fariam diferente e não teriam seus filhos caso tivessem a chance de voltar atrás, responderam, sem pestanejar, não. É como se elas, apesar de todo o desconforto que passam por não se encaixarem na posição que estão e estarão, pro resto de suas vidas, não desistissem da companhia e de fazer o melhor sempre pelos filhos.